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(...) As pessoas não me fazem bem, minha idealização delas me
engana por um
tempo, mas saio fatalmente mal das relações que eu
invento. (...)
(...) Estou tirando férias de mim. Férias das dúvidas que me
derrubam, das
ilusões que me levantam, porque tudo isso é muito
temporário. E viver assim de
pouquinho, sem nenhuma fixação, às
vezes cansa. (...)
(...) Você não sabe, Menina, mas eu machuco as pessoas. Eu faço
com que elas se
apaixonem por mim como um desafio, como uma
criança testando seus limites. Então
enjoo do meu jogo e não dou
explicações. Destruo corações que se abrem pra mim
com tanto
esforço, na esperança de terem encontrado alguém legal (...)
(...) E hoje não vou fazer isso. Não vou ceder, não vou me
preocupar. Vou entrar
em férias de mim, balancear os pneus, checar
o óleo. Vou me amar. Pra depois
tentar, quem sabe, amar alguém.
(...)
(...) Algumas situações amarraram meus pés no chão, fazendo com que
eu me
agarrasse firmemente à realidade. Paixões platônicas,
Lindo, são para crianças.
Foi isso que eu repeti silenciosamente, até
me convencer. (...)
(...) Eu queria arrancar o romantismo de dentro de mim. Queria que
meus
anticorpos se tocassem e partissem para o combate contra
todo esse blá blá blá
de amor. Cansei de esperar a declaração de
alguém como nos filmes e livros,
ninguém está esperando pra me dizer que me amou a vida toda.
Cansei de me
apaixonar por olhos piedosos, de viver a espera de
alguém que talvez nem exista,
cansei! (...)
(...) Não há escape que para sempre salve, nem covardia que para
sempre proteja.
Não há como fugir para sempre. Ainda que eu deixe meus problemas
de lado
hoje, amanhã a cobrança será maior. (...)
(...) Você não sabe como é bom me ver livre de você. Não me leve a
mal, você até
que é uma pessoa bacana, mas gostar de você foi a
grande perda de tempo da minha
vida. (...)
(...)eu nunca vi, eu nunca escolhi, eu nunca amei, nunca bebi, eu
nunca viajei,
nunca me envolvi,
eu nunca persisti, eu nunca vacilei, nunca cai, nem me
levantei. eu
não reclamo, eu não peço,
não choro, não discuto, não impeço,
não vivo. eu nunca me perdi.
e assim me encontro: Vazio de
Mim. (...)
(...) Eu escrevo porque eu gosto, porque às vezes me dá vontade e
se eu não
esticar meus dedos, não consigo dormir. Não é pra
ninguém, é pra mim. É só pra
colocar em palavras o que acontece,
pra tornar tudo real. Quem sabe rabiscando
de grafite algumas folhas
de papel, eu me assegure que tudo foi mais que um
sonho bom
interrompido na melhor parte. (...)
(...) Hoje eu cansei de química inorgânica. A estequiometria da
eletrólise me
saturou, a entalpia da solução de HCl nunca me fez
mais feliz mesmo e eu mal
posso pensar em termoquimica sem sentir
arrepios.
Ainda se eu pudesse
encontrar a química perfeita, a sintonia que não
resulta de regra de três -
ainda se encontrar o ideal bastasse... Mas
não, o máximo que cai do céu é chuva
ácida, nem sinal de amor
eterno. Trancado em casa estudando nada me aparecerá.
Vestibular
é ótimo, mas não preenche vazio existencial. Só enche o saco. A
tabela periódica é complexa, mas é só porque os cientistas ainda não
tentaram
entender minha mente.
É, eu hoje eu sou um garoto de humanos estudando
química. (...)
(...) Eu ando tão cansado de seguir as regras. Ando tentando mudar
as regras. Eu
sei que o que acomoda não é fácil de mudar, mas
alguém um dia tem que dizer
chega, né? Pras coisas mudarem, o
mundo girar. Tanta engrenagem e tão pouco
suor. (...)
(...) O mundo me prefere com dois braços e duas pernas, mas não
sei mais ser
humano. Sorrir cansa. Chorar cansa. Mas o que mais
cansa é procurar
desesperadamanete um intermediário e esquecer
que o mundo é mais que aparências.
Eu sou volúvel. Grande surpresa. Mas ser volúvel também cansa.
Porque
ninguém leva a sério alguém que passa a semana chorando
pra ficar bem na semana
seguinte. Como se fosse preciso ser feliz
pra sempre ou triste pra sempre pra
ser alguma coisa de verdade.
Não quero mais a realidade comum. Isso é o que
mais cansa, pra ser
bem sincero. Tenho até arrepios de pensar num futuro escrito
e
óbvio nas prateleiras de gente sem sal. Só de saber o que vai ser de
mim, já
quero ser outra coisa. Uma coisa nova e diferente, pra
quebrar o que é certo.
(...)
(...)Eu imagino diálogos antes de consumá-los e não sei lidar com
suas lacunas
ocasionais. Às vezes penso tanto antes de falar, que
nada falo. E vivo para me
arrepender do que não aconteceu.(...)
(...)Chega de ilusão por carinho. Se depois não for nada disso, que
pés vão me
segurar na queda? (...)
(...)Ela não sabe se ama demais ou se odeia demais. Só sabe que é
demais, e faz
disso todo o seu mundo.(...)
(...)Falta alguma coisa além da música alta que agora preenche
minha mente pelos
fones de ouvido. Falta segurança. Falta amor
preenchendo o que a música é
incapaz de enganar.(...)