
(...) O mundo me prefere com dois braços e duas pernas, mas não
sei mais ser humano. Sorrir cansa. Chorar cansa. Mas o que mais
cansa é procurar desesperadamanete um intermediário e esquecer
que o mundo é mais que aparências.
Eu sou volúvel. Grande surpresa. Mas ser volúvel também cansa.
Porque ninguém leva a sério alguém que passa a semana chorando
pra ficar bem na semana seguinte. Como se fosse preciso ser feliz
pra sempre ou triste pra sempre pra ser alguma coisa de verdade.
Não quero mais a realidade comum. Isso é o que mais cansa, pra ser
bem sincero. Tenho até arrepios de pensar num futuro escrito e
óbvio nas prateleiras de gente sem sal. Só de saber o que vai ser de
mim, já quero ser outra coisa. Uma coisa nova e diferente, pra
quebrar o que é certo. (...)


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