
(...) Eu sei, eu sei, o eterno clichê “isso passa”. Passa sim e, quando
passar, algo muito mais triste vai acontecer: eu não vou mais te
amar. É triste saber que um dia vou ver você passar e não sentir
cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que um
dia vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo não vai
desaparecer. O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim.
Meu amor está cansado, surrado, ele quer me deixar para renascer
depois, lindo e puro, em outro canto, mas eu não quero outro canto,
eu quero insistir no nosso canto. Eu me agarro à beiradinha do meu
amor, eu imploro pra que ele fique, ainda que doa mais do que cabe
em mim, eu imploro pra que pelo menos esse amor que eu sinto por
você não me deixe, pelo menos ele, ainda que insuportável, não
desista.” (...)


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