
(...) O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas
atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras
possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana
avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos
esgotados de sofrer, ou esgotados de esperar, ou esgotados da
mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente
deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e
que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona
mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa. (...)


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